Surgiu no final de 2012 a ideia de se participar da categoria Beetleweight, a mais leve entre as de combate - na época ainda não existia a categoria Antweight na competição nacional. A Equipe estava crescendo e com muita vontade de começar novos projetos, já que apenas participávamos da categoria Featherweight de combate, com o robô Spartacus.

       Decidiu-se que iríamos nos aventurar na criação de um robô com uma arma rotativa, escalando vários degraus no nível de dificuldade de projeto. Como sempre, a Equipe Phoenix se dedicou para inovar na categoria, escolhendo pela opção horizontal spinner para a barra rotativa - até hoje só existem três Beetleweights com armas horizontais competindo. O novo robô, então, foi apelidado de Pizzaiolo.

 

   

 A decisão pelo horizontal spinner elevou ainda mais o nível de complexidade do projeto, uma vez que a arma horizontal ocupa muito espaço para atuar, algo que já é reduzido em robôs Beetleweights. Isso também forçou o progresso do departamento elétrico da equipe, que deveria projetar a menor placa de potência da Equipe até então.

 Avançando tantos passos de uma só vez, levamos a alguns tropeços no caminho. Já na competição Winter Challenge de 2013 (WC13), o robô apresentou diversos problemas elétricos e a placa de potência projetada era muito grande. Também, a transmissão de movimento por polias e correia estava longe da ideal. Infelizmente, o robô foi desclassificado ainda na inspeção de segurança, já que robôs que não apresentam resposta correta ao controle do piloto não podem competir.

 A decepção foi grande, mas reconheceram-se os defeitos e eles serviram de aprendizado tanto para o time envolvido no projeto do Pizzaiolo, quanto para a Equipe Phoenix como um todo.

 Para a WC14, a parte elétrica e a programação computacional do robô foram totalmente refeitas, testando novos métodos para atingir um bom funcionamento do robô. Mecanicamente, algumas peças foram reprojetadas para ampliar o espaço interno. A arma rotativa foi totalmente aprimorada, desde a mudança do material de alumínio para aço tratado termicamente, até a alteração de sua geometria, tornando-se muito mais agressiva e maior.

 Porém, com tantas mudanças, houve pouco tempo para os testes elétricos e mecânicos. Assim, outros problemas surgiram e levaram ao mesmo resultado de 2013: o robô não competiu.

 Mais uma vez, revisamos nossos erros e aprendemos muito com eles. A Equipe continuou a crescer, independente dos problemas com o Pizzaiolo. Conseguimos um grande apoio em impressão de placas com o Instituto Eldorado. Para alívios de massa para reduzir o peso, que estava muito perto do limite, foram feitos no corte a água com a parceria da empresa Procut. Além disso, a parte mecânica da locomoção também foi aprimorada.

 A Equipe Phoenix começava aprender a importância de documentar tudo o que era produzido nos projetos, principalmente para repassar esse conhecimento para membros mais novos. Mas essa percepção ainda não existia no começo de 2015 e dificultou muito o andamento das melhorias para a parte elétrica do Pizzaiolo, uma vez que membros mais veteranos saíram da Equipe.

 Dessa forma, o robô não apresentou bom desempenho na WC15 e dessa vez, o principal problema estava em seu controle computacional. Mas finalmente o robô entrou na arena, embora estivesse com uma de suas rodas completamente inativa. Com isso, perdemos a batalha, infelizmente.

Ainda em 2015 houve a Summer Challenge no final do ano. Desenvolveu-se uma placa de potência do tamanho de uma moeda e a transmissão de movimento para a arma estava muito aprimorada. Aplicamos pela primeira vez uma peça feita com impressão 3D, cuja função é proteção da parte elétrica contra a poeira da arena. No entanto, devido a grande quantidade de componentes elétricos no pequeno interior do robô, ocorreram diversos problemas de contato e mais uma vez o robô não pôde competir.

A Equipe Phoenix nunca vai desistir de seus robôs. Embora várias vezes não conseguimos atingir o nosso objetivo de competir, não abandonaremos o ideal de produzir internamente o máximo de tecnologias, evitando adquirir de fora o que precisamos, tudo já pronto. O robô Pizzaiolo pode não ter competido diversas vezes, mas todo o aprendizado com esses erros pôde ser aplicado para o aprimoramento de vários outros projetos da Equipe. Com a constante atualização e melhoria dos componentes do robô, pode-se dizer que o robô já está em sua quarta versão.

Novamente, o Pizzaiolo participará da Winter Challenge. Tropeçamos muito até aqui, e, apesar disso, chegamos. O caminho até o topo pode ainda ser longo e cheio de buracos, mas a Equipe Phoenix continuará na escalada para o pódio.

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